Criei um blog para quê?
Pergunta retórica, eu sei antecipadamente a resposta, isto é, julgo saber…talvez o blog venha mostrar que afinal não sabia tanto como pensava…ou venha confirmar o que já sabia…isto que acabei de escrever já sou eu: eu sou eu mais a minha negação, o que dá outro eu que não é a fusão dos anteriores (será Hegel, será vento, vento não é certamente, e Hegel não é bem assim), antes os transporta, os carrega para todo o lado e ora vai dando voz a um ora vai dando voz a outro, tentando que não se atropelem muito………
Não respondi à tal pergunta retórica mas o que acontece é que tenho andado a escrever umas coisas e apetecia-me que outros as lessem. Não é fácil falar desta vontade de haver alguém que nos leia, que ouça a nossa escrita. Parece que estamos a incorrer no pecado da soberba como se disséssemos : escrevo muito bem, domino a língua portuguesa de forma notável, vais ficar deslumbrado…vale a pena…lê-me, ou tenho coisas tão importantes/interessantes para dizer, reflexões tão profundas para partilhar…vale a pena…lê-me…(estou a pensar na literatura em geral e não em livros de carácter científico), ou as duas coisas juntas e incorre-se no pecado capital.
Na verdade, o que tenho para vos contar são histórias, até me apetecia tirar o h à palavra história, por respeito para com o uso da palavra que remete para a representação do colectivo e, neste preciso momento, já estou a pensar que o que estou a dizer foi ultrapassado pela nova história, há muito tempo, do Lucien Febvre e do Bloch, etc.
domingo, 2 de maio de 2010
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